Guia Boa Cama Boa Mesa

Guia Boa Cama Boa Mesa

Está nas bancas desde sexta-feira, dia 18 de Abril. Durante mais de 4 meses andei na estrada sozinha, de aldeia em aldeia, terra-em-terra, entre os Distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo, para avaliar, pesquisar e escrever para o prestigiado Guia Boa Cama, Boa mesa, do Expresso. Quem pensar que foi boa vida engana-se redundamente. Foi uma grande lição de realidade. Foram muitos quilómetros galgados, pestanas queimadas, falta de descanso, naquela que é a vida enxuta de um freelancer. Em síntese, foi uma grande aprendizagem de Portugal, mas acima de tudo de gestão do tempo. Às bancas vilanagem que uma parte de um grande Portugal está neste guia!

marrocos (7 de 19)

Lugares de Sol Posto TSF|Programa de Rádio sobre Marrocos [áudio]

De 14 de Junho a 12 de Julho de 2013, a antena da TSF cheirou a Marrocos e vestiu véus de cores quentes no programa “Lugares de Sol Posto”, com coordenação da jornalista Vanessa Rodrigues. Calcorreamos os mercados, bebemos chá de hortelã em riads, casas antigas de arquitetura árabe-andaluz, e sentimos o pulso à Língua Árabe como património vivo de uma civilização que inspirou a cultura portuguesa. Foram cinco cidades ao microfone numa parceria TSF, Soltrópico e Turismo de Marrocos. Para ouvir, clicar nos links, com o nome da cidade.

14 de Junho de 2013

Marraquexe
Marraquexe, uma das cidades imperiais de Marrocos, é chamada de cidade vermelha fervilhante. Da intemporal e concorrida praça Jema El-Fna, património da Humanidade, pela UNESCO, com os seus encantadores de serpentes, malabaristas, músicos, dançarinos, vendedores de sumos de laranja e tâmaras, espreitamos este portão exótico de África. Percorremos os túmulos sadinos, a mesquita Koutobia, a medina e o souk, tradicional mercado, com os seus labirínticos bazares e mescla de aromas e coress.

21 de Junho 2013
Saidia
Saidia, cidade balnear no noroeste de Marrocos, com o mar Mediterrâneo aos pés, exibindo um intenso manto azul-turquesa, é considerada a “pérola azul”. Fundada pelos árabes, no século XVI, e erguida no século XIX pelo sultão Hassan I, com a construção da fortaleza, Saidia é uma pacata cidade de praia que se orgulha dos seus 14 quilómetros de areia fina, dourada, alguns dos quais, selvagens. Vela, mergulho, spas, passeios de barco, esta é a cidade onde o sol se põe mais tarde, invejoso deste pequeno paraíso. Com tanta leveza, porém, ainda tivemos tempo de aprender um pouco mais de árabe. Salam Aleikum?

28 de Junho 2013
Casablanca

Cosmopolita, sem perder o pulso da tradição e da cultura, Casablanca é o retrato de modernidade de Marrocos. Imortalizada no imaginário coletivo pelo filme de 1942 com o mesmo nome, esta metrópole, com cerca de 5 milhões e 500 mil habitantes, começou por ser a casa de povos berberes no século X A.C. e foi ocupada pelos portugueses no século XV. Costuma ser apenas olhada como lugar de passagem e há quem diga que, por isso, tem de ser melhor compreendida pelos viajantes: redescobrindo-se desde as galerias de arte, aos edifícios de arte-déco, os mercados, as praias, os bares e restaurantes, numa das mais ricas ofertas gastronómicas de Marrocos.

05 de Julho de 2013
Méknes

Quadro vivo e intenso de cores quentes, Meknès é a imagem cliché da cultura árabe. Pelo menos aquela que nos remete para cenários de Mil e uma Noites. E não é para menos: o Sultão Moulay Ismael ornou-a, nos séculos XVII e XVIII, de muralhas gigantes, jardins, portas monumentais, fortificações e várias Mesquitas. É, por isso, chamada de “a cidade dos cem minaretes”. Durante o período colonial francês (1912-1956) foi apelidada de “Versalhes de Marrocos” ou “Pequena Paris”. Meknès é, pois, ambiente digno dos sonhos de viajantes.

12 de Julho de 2013
Fèz

Fèz, cidade de verdes vibrantes, mostra-se como património vivo da cultura islâmica. É a capital da cultura, o centro espiritual e orgulho científico de Marrocos. É em Fèz, cidade fundada em 808 D.C., que está a mais antiga universidade do mundo, impulsionadora dos estudos de Astronomia e de Matemática, e para onde Cristãos e Muçulmanos de toda a Europa iam estudar. Pelos poros labirínticos da Medina, a cidade antiga, perdemo-nos na azáfama dos bazares, lojas, mesquitas, madrassas (escolas teológicas) e nos charcos coloridos das tinturarias.

o violinista da rua

Ele não consegue falar porque tem a traqueia impedida. Um problema de saúde roubou-lhe a voz. Dedilhar o violino é a sua forma de pôr melodia ao mundo, enquanto diz que está triste. Mas a tristeza pelas cordas de um violino tem sublime beleza e é linguagem universal. Nas ruas de Toulouse este violinista anónimo toca de manhã até à noite.

*Esta viagem a Toulouse foi realizada a convite da Agência de Turismo Francês em Portugal. Atout France.

por Vanessa Rodrigues

São Luis de Paraitinga (Vale do Paraíba, São Paulo)

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Congada em São Luis de Paraitinga. é uma tradição de origem africana, que lembra coroação de reis e bailados guerreiros. Hoje, no Brasil, os grupos de congada sobrevivem mais no Sul de Minas e nordeste de São Paulo. Misturam passos de Embaixada com bailados indígenas, usando sempre instrumentos de percussão. Tradicionalmente a dança é feita em frente aos templos, nos adros das Igrejas. Encontra-se, também a manifestação, nas cidades menores do Triângulo Mineiro. Cada vez mais rara, mas sempre preciosa, a congada marca a cultura regional popular como uma peça de resistência. (Fonte: http://www.paraitinga.com.br)

Sortelha

O elefante de Sortelha

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Sortelha, um álbum no Flickr.

O Nobel da Literatura portuguesa, José Saramago, pôs o personagem principal do seu livro “A Viagem do Elefante” a passar por Sortelha, escrevendo: “entrar em Sortelha, é como entrar na Idade Média”. Não que os seus 444 habitantes – a crer nos Censos de 2011 que assim dão conta do povo -  tenham encravado a memória nessa era, mas talvez pelo aspecto medieval, preservado num património granítico e secular.

Sortelha, fica na freguesia do concelho de  Sabugal, no distrito da Guarda (Beira Interior Norte) e deve o seu nome à palavra anel, uma vez que as muralhas que a abraçam, fazendo dela um lugarejo de aconchego de pedra, a forma anelar.

É uma das mais antigas povoações do país e daqui se cima vigia-se o vale de Riba-Coa. A História diz que “possivelmente, esta vila beirã terá sido um importante castro lusitano, assumindo igual destaque durante as ocupações romana e muçulmana.”

Fica no alto de um monte elevado, “a mais de 760 metros de altitude, numa região muito acidentada, de cariz granítico, Sortelha é uma povoação ornada com penedos e barrocos, onde as casas encostam e assentam. Esta disposição das casas, expostas ao sol, explica o cognome de “lagartixos” dado aos seus habitantes.”

Não escrevinhei sobre Sortelha prosa, mas escrevi com a luz alguns dos quadros que Sortelha oferece ao viajante atento.